A pensão por morte é um benefício pago pelo INSS aos dependentes de um segurado que faleceu.
Em 2025, as regras continuam seguindo a Reforma da Previdência, mas muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre duração, valor e documentação necessária.
Este guia completo vai te mostrar — de forma simples e atualizada — quem tem direito, como funciona o cálculo e como solicitar a pensão por morte no INSS.
🔍 O que é a Pensão por Morte?
É um benefício mensal pago aos dependentes de uma pessoa que era segurada do INSS e veio a falecer.
📎 Importante:
✔ Não exige carência
✔ Necessita de comprovação de dependência
✔ Pode ser vitalícia ou temporária, dependendo do caso
✔ É possível para falecimento natural ou morte por acidente
👥 Quem Tem Direito à Pensão por Morte em 2025?
Os dependentes são divididos em três classes.
A classe 1 tem prioridade. Se houver dependentes nela, as outras não recebem.
✔ Classe 1 – Dependência Presumida
Não precisa provar dependência econômica.
- Cônjuge (marido ou esposa)
- Companheiro(a) em união estável
- Filhos menores de 21 anos
- Filhos de qualquer idade com deficiência (intelectual, mental ou grave)
✔ Classe 2 – Dependência que precisa ser comprovada
- Pais do falecido
✔ Classe 3 – Dependência que precisa ser comprovada
- Irmãos menores de 21 anos
- Irmãos com deficiência de qualquer idade
🕒 Por quanto tempo dura a pensão por morte?
Depende da idade do dependente no momento do óbito e da forma de falecimento.
🟢 Cônjuge / companheiro(a)
A duração segue a regra abaixo:
| Idade na data da morte | Duração |
|---|---|
| Menos de 21 anos | 3 anos |
| 21 a 26 anos | 6 anos |
| 27 a 29 anos | 10 anos |
| 30 a 40 anos | 15 anos |
| 41 a 43 anos | 20 anos |
| 44 anos ou mais | Vitalícia |
📌 Exceção:
Se o casamento/união tinha menos de 2 anos ou o falecido tinha menos de 18 contribuições, a pensão dura 4 meses.
🟡 Filhos menores
- Recebem até completar 21 anos
- Exceto se forem PCD, onde a pensão pode ser vitalícia
💰 Quanto o dependente recebe de Pensão por Morte? (Regras de 2025)
O valor mudou após a Reforma da Previdência.
Hoje é assim:
🔹 Base do cálculo
O dependente recebe 50% do valor da aposentadoria que o falecido recebia ou teria direito
+ 10% por dependente, até o máximo de 100%.
✔ Exemplo prático:
O segurado teria direito a uma aposentadoria de R$ 2.000,00.
E deixa:
- cônjuge
- dois filhos menores
Cálculo:
50% (base) = R$ 1.000
- 10% de cada dependente (3 × 10%) = 30% → R$ 600
Total: R$ 1.600,00, dividido entre os dependentes.
📌 Mínimo: nunca pode ser menos que 1 salário-mínimo (R$ 1.518 em 2025).
📄 Documentos necessários para pedir pensão por morte
✔ Documentos do falecido
- Certidão de óbito
- Documentos pessoais
- Comprovantes de contribuição
- Documentos que provem atividade (MEI, carteira etc.)
✔ Documentos do dependente
- RG e CPF
- Certidão de casamento ou união estável
- Certidão de nascimento dos filhos
- Laudos médicos (se PCD)
- Comprovantes de renda da família
📲 Como solicitar a pensão por morte no INSS (2025)
✔ 1. Via Meu INSS
- Abrir o aplicativo
- Clicar em “Pedir Pensão por Morte”
- Enviar os documentos
- Aguardar análise e, se necessário, perícia
✔ 2. Com escritório especializado
Mais seguro e rápido, especialmente em casos:
- de união estável sem documentos
- dependente PCD
- falecido sem contribuições recentes
- atividade informal
- negado anteriormente
⚠️ Motivos comuns de negativa
- Falta de documentos de união estável
- Falecido sem qualidade de segurado
- Documentos ilegíveis
- Conflitos entre dependentes
- Dados divergentes no CadÚnico
🎯 Conclusão: Como saber se você tem direito?
Você provavelmente tem direito se:
- era cônjuge ou companheira do falecido
- era filho menor ou PCD
- era dependente econômico
- o falecido tinha qualidade de segurado
A pensão por morte é um benefício essencial para proteger famílias em um momento difícil. Em 2025, o processo está mais digital, porém mais burocrático, por isso a orientação correta faz diferença.
Perguntas frequentes sobre Pensão por Morte
Quem tem direito à pensão por morte em 2026?
Têm direito os dependentes do segurado falecido, divididos em três classes: cônjuge, companheiro(a) e filhos menores de 21 anos ou com deficiência (classe 1, sem necessidade de provar dependência); pais do falecido (classe 2); e irmãos menores de 21 anos ou com deficiência (classe 3). A classe 1 tem prioridade — se houver dependentes nela, as outras não recebem.
Qual o valor da pensão por morte em 2026?
O dependente recebe 50% do valor da aposentadoria que o falecido recebia ou teria direito, mais 10% por cada dependente adicional, até o máximo de 100%. O valor mínimo é de 1 salário-mínimo, que em 2026 é R$ 1.621,00. Exemplo: segurado com aposentadoria de R$ 2.000 que deixa cônjuge e dois filhos — o cálculo seria 50% + 30% = 80% de R$ 2.000, totalizando R$ 1.600,00.
Por quanto tempo dura a pensão por morte para o cônjuge?
Depende da idade do cônjuge na data do óbito: menos de 21 anos recebe por 3 anos; de 21 a 26 anos, por 6 anos; de 27 a 29 anos, por 10 anos; de 30 a 40 anos, por 15 anos; de 41 a 43 anos, por 20 anos; 44 anos ou mais, é vitalícia. Exceção: se o casamento ou união tinha menos de 2 anos ou o falecido tinha menos de 18 contribuições, a pensão dura apenas 4 meses.
União estável dá direito à pensão por morte?
Sim. O companheiro ou companheira em união estável tem os mesmos direitos do cônjuge para fins de pensão por morte. A diferença é que a união estável precisa ser comprovada por documentos — como contrato de união estável, contas conjuntas, comprovantes de residência, declaração de imposto de renda ou testemunhas. Quanto mais documentos, mais sólido o processo.
O falecido precisava estar contribuindo para o INSS?
Sim, o falecido precisava ter "qualidade de segurado" — ou seja, estar em dia com o INSS ou dentro do chamado período de graça (tempo em que mantém a qualidade de segurado mesmo sem contribuir). Se estava desempregado há muito tempo sem contribuições recentes, pode ter perdido a qualidade de segurado, o que impede a concessão da pensão. Cada caso precisa ser analisado individualmente.
Filho maior de 21 anos tem direito à pensão por morte?
Somente se tiver deficiência intelectual, mental ou grave de qualquer natureza, que o torne dependente do segurado. Nesse caso, a pensão pode ser vitalícia. Filhos maiores de 21 anos sem deficiência não têm direito, independentemente de dependerem economicamente do falecido.
O INSS negou a pensão por morte. O que fazer?
É possível entrar com recurso administrativo no CRPS ou ingressar com ação judicial. Os motivos mais comuns de negativa são: falta de comprovação da união estável, falecido sem qualidade de segurado, documentos ilegíveis ou incompletos. Um advogado previdenciário pode identificar o problema e reverter a situação.
A pensão por morte tem carência?
Não. A pensão por morte não exige carência mínima de contribuições. Basta que o falecido tivesse qualidade de segurado na data do óbito. Mesmo quem contribuiu poucas vezes pode gerar direito à pensão para seus dependentes.
Trabalhador informal tem direito à pensão por morte?
Depende. Se o trabalhador informal contribuía para o INSS como contribuinte individual ou facultativo, seus dependentes têm direito. Se nunca contribuiu formalmente, não há direito à pensão por morte — mas os dependentes podem verificar o direito ao BPC/LOAS se estiverem em situação de vulnerabilidade.
Existe prazo para pedir a pensão por morte?
Não há prazo de prescrição para requerer a pensão por morte. Porém, o benefício só é pago a partir da data do requerimento — não retroage ao óbito, salvo se o pedido for feito em até 90 dias após o falecimento. Por isso, quanto antes for solicitado, melhor.

